quinta-feira, 28 de março de 2013

CONFLITOS SEPARATISTAS

Por Rainer Souza

A disputa entre russos e chechenos, vez ou outra ganha destaque nos noticiários internacionais com o registro de conflitos de menor e maior impacto. De fato, esta intranqüila região das montanhas do Cáucaso tem sua história marcada por interesses de dimensões política, econômica e geográfica. Incrustado entre o mar Negro e Cáspio, essa localidade compõe a fronteira que divide os vários governos islâmicos do Oriente Médio e as zonas de influência russa no Leste Europeu. 



 Sob o ponto de vista histórico, a região ocupada pela Chechênia marcou uma antiga esfera de conflito entre os espaços dominados por cristãos e muçulmanos sob o ponto de vista político e religioso. Apesar de viverem em uma região dominada pelos russos, de orientação cristã, os chechenos se converteram ao islamismo por volta do século XVIII. Em resposta a tal situação, a monarquia czarista russa decidiu anexar a Chechênia aos seus vastos domínios imperiais. A partir desse advento, o Império Russo teve enormes dificuldades para estabelecer seu domínio sob uma população com aspectos identitários e tradições bastante homogêneas. Nas primeiras décadas do século XX, passado meio século da dominação russa, os chechenos aproveitaram das convulsões que colocavam a revolução bolchevique a caminho na Rússia. Dessa forma, decidiram formar um governo independente com criação da República Montanhesa do Cáucaso Norte. Apesar da profunda mudança política ocorrida na Rússia, os exércitos revolucionários trataram de dar fim ao intento separatista entre os anos de 1919 e 1921. Com a represália russa, os chechenos mais uma vez retrocederam seus desejos autonomistas tendo somente outra oportunidade com a Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945). Nesse momento, inspirados pela ação dos finlandeses, formaram um exército de resistência e declararam sua independência. Temendo que os russos mais uma vez conseguissem derrotá-los, os chechenos decidiram buscar apoio militar da Alemanha Nazista. A aliança oferecia grandes vantagens à Hitler, que poderia daquela região promover o controle sobre os ricos campos de petróleo encontrado na região de Baku. Inconformado com essa aliança, o ditador Josef Stálin decidiu deportar mais de 400 mil chechenos para as áridas regiões da Ásia Central. Este episódio marcou uma das últimas situações de conflito entre russos e chechenos na região. Contudo, nos fins da década de XX, o processo de desintegração do bloco socialista reavivou o desejo de soberania entre os povos do Cáucaso. Dessa forma, a Chechênia declarou uma nova independência, em novembro de 1991. 



Somente três anos depois, com a Rússia sob o comandado do presidente Boris Ieltsin, novas tropas foram enviadas contra os separatistas. Em 1996, passados dois anos de conflito entre russos e chechenos, a Rússia sofreu uma humilhante derrota que poderia dar fim ao histórico impasse entre esses dois povos. Contudo, no ano de 1999, o exército russo invadiu a Chechênia depois de alguns militantes islâmicos radicais terem participado da tentativa de implantação de um governo islâmico na província do Daguestão. Nesse meio tempo, organizações de natureza terrorista se estabeleceram como uma nova força de oposição contra a dominação russa. Recentemente, alguns indícios apontam a possibilidade de terroristas chechenos receberem apoio da rede terrorista islâmica Al-Qaeda. Em 2004, o seqüestro e assassinato de crianças em uma escola do interior da Rússia, promovido por terroristas chechenos e árabes, reativaram com grande força o clima de tensão. De lá para cá, a possibilidade de fim para esse conflito se torna uma incógnita que, cada vez mais, acumula lamentáveis sinais de ódio, sangue e terror.

ATIVIDADE

01. Relatar as causas e consequências do conflito na região da Chechênia.

02. Pesquise as relações, causas e consequências com o conflito na Ossétia,

quarta-feira, 27 de março de 2013

A INFLUÊNCIA DAS CORPORAÇÕES

A influência das corporações mundias... Um pequeno retrato da sua atuação mundial.


As "marcas" que embalam o século XXI


Associe essas imagens com o documentário The Corporation. Abaixo o link do vídeo na sua integra e legendado. 

http://www.youtube.com/watch?v=Zx0f_8FKMrY


ATIVIDADE:

01. Faça um texto, a partir do seguinte fragmento abaixo:

"Somos o que usamos...
Usamos o que nos mandam...
Escravos da moda...
Rótulos de um sistema alienante e consumista."

AS REDUÇÕES JESUÍTICAS

Um pouco de História da Terra Missioneira



Voltando há alguns séculos atrás, por volta dos anos 1600 a 1800, o mundo estava passando por profundas transformações. O sistema de organização das cidades e povoados estava mudando e isso causou muitas confusões na época. A Igreja Católica estava passando por um momento de crise e aliado a ela, alguns países, como Portugal e Espanha, comprometiam-se a defender o cristianismo instaurando o catolicismo nos seus domínios coloniais em troca de poder. Na fase de colonização, Portugal e Espanha usaram o trabalho dos padres jesuítas da Companhia de Jesus, com o objetivo de converter os índios Guarani à fé cristã, bem como garantir a navegação pelos rios da Bacia do Prata, até então dificultada pelos indígenas.



 O sistema de reduções criado pelos jesuítas foi implantado na América do Sul pela primeira vez em 1609. No Brasil, no noroeste do Rio Grande do Sul, os jesuítas chegaram em 1626, liderados pelo Padre Roque Gonzáles de Santa Cruz, e iniciaram o processo de evangelização dos índios Guarani, na margem oriental do Rio Uruguai atendendo aos objetivos da Companhia de Jesus. As reduções jesuítico-guarani, no Rio Grande do Sul, tiveram dois momentos de organização. Um chamado de Primeira Fase, que vai aproximadamente de 1626 a 1634, e outro chamado de Segunda Fase, que se estabeleceu em torno dos anos de 1682 a 1706.
 1º Ciclo Missioneiro - Na primeira fase, surgiram 18 reduções, onde jesuítas e índios conviviam no mesmo local. Dessa primeira fase não restaram vestígios arquitetônicos, devido ao material usado nas construções. Esses povoados não conseguiram estruturar-se devido à invasão dos bandeirantes paulistas, que vinham para o Sul em busca de mão-de-obra escrava.
 2º Ciclo Missioneiro - Em 1680, os portugueses fundaram a Colônia do Sacramento, tendo como objetivo participar do comércio. Na tentativa de evitar o ataque dos portugueses e índios charrua nas terras e no rebanho que os espanhóis, jesuítas e índios Guarani consideravam propriedades suas, os jesuítas iniciaram seu retorno para o território que hoje é RS e fundaram sete reduções jesuítico-guarani, conhecidas por Sete Povos das Missões. São elas:


São Francisco de Borja, fundada em 1682
São Nicolau, fundada em 1687.
São Luiz Gonzaga, fundada em 1687.
São Miguel Arcanjo, fundada em 1687.
São Lourenço Mártir, fundada em 1690.
São João Batista, fundada em 1697.
Santo Ângelo Custódio, fundada em 1706.


ATIVIDADE:

01. Descreva o importante papel do jesuíta no território do atual Estado do Rio Grande do Sul.

02. Pesquise como era a organização de uma redução jesuítica.

sábado, 23 de março de 2013

ISOLAMENTO SOCIALIZA O HOMEM?

Por Fernando Rebouças 

Segundo o poeta inglês John Donne, “Nenhum homem é uma ilha, inteiramente isolado; todo homem é um pedaço de um continente, uma parte de um todo“. Sobre os seus versos, cientistas têm atestado que a falta de interação social causa males à saúde do ser humano, sendo a solidão uma das principais causadoras do alcoolismo, obesidade e sedentarismo. Não somente pela poesia ou pelos estudos da medicina, mas segundo as ciências humanas sabe-se que o homem é um ser social e essa característica é inerente a sua natureza. Estar vinculado aos demais depende de uma prática de se viver em sociedade. Geralmente, o ser humano nasce pertencente de uma família, de um grupo que se estende conforme o seu desenvolvimento e sua capacidade de construir novos laços. Esses laços podem ser afetivos, fraternos, amorosos, acadêmico, religioso, regional, entre outros. O ser humano para sobreviver tem como condição viver em sociedade, seja na questão social ou biológica. Em sociedade, o ser humano também desenvolve a sua personalidade e possibilidades. A falta de interação social, também reconhecida como isolamento social retira do homem a possibilidade de se construir uma consciência coletiva e convivência coletiva. O isolamento social pode ser causado por bloqueios emocionais, psicológicos e sociais. Geralmente, há casos de interesse que geradores desse quadro, como pessoas politicamente ou economicamente ‘poderosas’ que se isolam para proteger a sua reputação, vantagem, autoridade sobre os demais, segurança e sentimento de superioridade. Por outro lado estar socializado pode beneficiar o ser humano: Individualmente: estimulação a inteligência e desenvolvimento de personalidade, libertação de costumes cristalizados; auxilio para a solução de problemas; Coletivamente : interação entre os povos, costumes, instituições sociais e mudanças sociais; O contato entre pessoas e as diversas maneiras de relacionamento podem ser especificadas das seguintes maneiras: Contato físicos: baseado em percepções sensitivas; por meio da visão, olfato, audição e tato. Plano psíquico: praticada por uma troca de idéias ou emoções entre os indivíduos; Plano psicofísico: são aqueles contatos humanos que abrangem também os contatos psíquicos. Diretos: contato efetuado de indivíduo para indivíduo, sem intermediários; Indiretos: contato de indivíduo para indivíduo feito por intermediários ou suportes técnicos de comunicação. 

A partir do mencionado por Fernando Rebouças, veja o seguinte vídeo "ISOLAMENTO SOCIAL: EFEITOS".

http://www.youtube.com/watch?v=Xcos4uc4S4o

ATIVIDADE:

Correlacionando os escritos de Fernando Rebouças com o vídeo Isolamento Social: efeitos, qual a resposta do título da presente postagem? Justifique.

Fontes: http://www.panoramagospel.com/gospestud1.htm http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2010/07/28/isolamento-social-causaria-mais-doencas-do-que-fumo-obesidade-ou-alcoolismo-917256672.asp http:// www.mundoeducacao.com.br/sociologia/isolamento-social.htm

sexta-feira, 22 de março de 2013

AS REGIÕES DO RIO GRANDE DO SUL



Com pouco mais de 3% do território brasileiro, o Rio Grande do Sul abriga 6% da população, gera um PIB de US$ 90 bilhões, é o maior produtor de grãos, o segundo pólo comercial e o segundo pólo da indústria de transformação nacional. Aqui alcançamos a terceira posição no Índice de Desenvolvimento Humano entre os Estados do país e desfrutamos da alta qualidade de vida. Abundância de água, energia, transportes e comunicação se distribuem num território de fascinantes belezas onde atua um povo oriundo de muitas raças, com uma cultura de trabalho e firme adesão a valores elevados. O Rio Grande do Sul é um estado hospitaleiro, aberto a quem queira produzir, trabalhar, ou desfrutar de seus encantadores cenários, atraente culinária e empolgante tradição. (FONTE: Portal do Estado do Rio Grande do Sul)

Conheça as belezas das regiões do Estado do Rio Grande do Sul:

Região da Campanha


Região da Depressão Central:


Região do Litoral:


Região do Planalto:


Região Metropolitana de Porto Alegre:



Assim, configura-se uma pequena amostra das belezas do Estado do Rio Grande do Sul.

O TERRITÓRIO DO RIO GRANDE DO SUL


O Rio Grande do Sul é o maior e mais populoso estado da Região Sul, e limita-se com Uruguai, Argentina, oceano Atlântico e Santa Catarina. Em seu território, está o arroio do Chuí, o ponto extremo do sul do país.



Nessas perspectiva, os pontos extremos do Rio Grande do Sul são:

Norte: Rio Uruguay (Irai)
 Leste: Foz do rio Mampituba (Torres)
 Sul: Arroio Chuí (Chuí)
 Oeste: Ilha Brasileira (Barra do Quarai)

A IMPORTÂNCIA DO PENSAMENTO CRÍTICO

"O mundo é formado não apenas pelo que já existe, mas pelo que pode efetivamente existir." (Milton Santos)

Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre. (Paulo Freire)

   


Correlacionando com o vídeo "Filme - Sócrates no sertão do Seridó". 

http://www.youtube.com/watch?v=IImAAJa8lDI 

 Por que se eu pensar como Sócrates poderei ser excluído da sociedade?