terça-feira, 4 de setembro de 2012

OS IMPACTOS DAS HIDRELÉTRICAS: O CASO DE BELO MONTE


O vídeo abaixo mostra, uma das melhores e bem planejadas, construções do território brasileiro:



POR OUTRO LADO

Enquanto o governo afirma que ela é essencial para garantir o fornecimento de energia para o país, ambientalistas denunciam enormes impactos socioambientais. Entre os argumentos estão o desmatamento da Amazônia e o desalojamento de mais de 20 mil pessoas. Quando estiver pronta - previsão para 2015 -, será a terceira maior hidrelétrica do mundo, só perdendo para a chinesa Três Gargantas e para a brasileiro-paraguaia Itaipu. 

PANDORA AMAZÔNICA 
Os protestos contra a construção de Belo Monte contam com o apoio de James Cameron (Titanic e Avatar), que disse ter intenção de filmar um documentário sobre a usina 

AOS TRANCOS E BARRANCOS - Os dois lados de Belo Monte: o projeto da usina e os impactos ambientais na região 

O projeto da usina: em obras 
Com cinco pontos de construção, a usina terá um reservatório principal, um canal de derivação, um vertedouro complementar e uma casa de força. Com as obras, serão criados cerca de 40 mil empregos diretos e indiretos 

Impacto: sem floresta 
Além da destruição da floresta associada à construção da usina, ecologistas temem que a ocupação desordenada das áreas do entorno de Belo Monte, incentivada pela chegada de migrantes e pela construção de vilas, intensifique ainda mais o desmatamento 

O projeto da usina: reservatórios 
A hidrelétrica terá dois lagos: os reservatórios do Xingu e dos Canais. Com a construção da barragem principal, a calha do rio será alargada. A partir do bloqueio, as águas serão desviadas para um canal 
Impactos: efeito inverso 
A barragem do rio Xingu causará a inundação constante dos igarapés de Altamira - e não sazonal, como de costume. Com o bloqueio do rio, um trecho de 100 km terá a vazão reduzida e pode até secar 

O projeto da usina: canal de derivação 
Com 130 m de largura, 20 km de extensão e 27 m de profundidade, o canal vai alterar o leito original do rio. Sua função é levar a água para a casa de força principal, onde ficam as turbinas da usina 

Impactos: tchau, árvores 
Segundo a ONG Conservação Internacional, nas escavações para a construção do canal serão removidos 100 milhões de m3 de material - que encheriam 40 mil piscinas olímpicas 

O projeto da usina: Força total 
Com 130 m de largura, 20 km de extensão e 27 m de profundidade, o canal vai alterar o leito original do rio. Sua função é levar a água para a casa de força principal, onde ficam as turbinas da usina O coração da usina irá gerar 11 mil MW - suficiente para abastecer duas cidades como São Paulo todos os dias. Uma casa de força complementar, no reservatório do Xingu, terá potência de 233 MW 

Impactos: Baixa eficiência 
A usina não poderá operar a todo vapor durante o ano. No período de estiagem (seis meses), ela deverá gerar, em média, 4.428 MW - contra os 11.233 MW do projeto original 

• Em torno de 13 mil índios de 24 grupos étnicos que vivem às margens do Xingu terão a pesca e a navegação prejudicadas 
• Enfileiradas, as piscinas atingiriam o comprimento de 2 mil km - distância equivalente a ir e voltar de São Paulo a Porto Alegre 
• Em capacidade, a hidrelétrica só perderá para Itaipu, que tem 14 mil MW 

Fontes - Relatório de Impacto Ambiental (Rima) da Usina de Belo Monte; Ricardo Baitelo, coordenador da Campanha de Energia do Greenpeace; Painel de Especialistas: Análise do Estudo de Impacto Ambiental do Aproveitamento Hidrelétrico de Belo Monte; Norte Energia; www.blogbelomonte.com.br 

E você? Qual o seu ponto de vista em relação a um tema de alta relevância para a população brasileira?

Um comentário:

Laura Gomes disse...

Acredito sim que a geração de energia iria melhorar para as desigualdades sociais, mas para construir uma nova hidrelétrica é necessário destruir a fauna e a flora de algumas regiões, moradores e nativos devem sair de suas habitações para dar lugar a hidrelétrica. De acordo com o vídeo, esses moradores e nativos receberiam moradias em melhores condições e a vegetação estaria sendo cuidada. Mas se em um futuro próximo precisássemos construir outra hidrelétrica na região? O que seria feito com essas pessoas? Teria mais lugares para elas? A causa da “morte” das riquezas do Brasil está relacionada com formas criadas para melhorar a vida da população.