quarta-feira, 23 de março de 2011

O desastre no Japão

O inicio de 2011 já está marcado por desastres naturais, como também sociais. O maremoto de 8,9 na escala richter provocou um Tsunami que devastou o litoral do Japão. Não foi o primeiro, como também não será o último abalo sísmico no território japonês. Este estpa situado sobre uma região de contato de placas tectônicas, como mostra a imagem abaixo:



Os cálculos do desastres ultrapassam o PIB de vários países, doemnstrando o quanto o abalo s´simico também irá abalar os cofres públicos japoneses. As vítimas já ultrapassam os 22 mil habitantes.



"Conhecer a alma humana é uma tarefa difícil...não conseguimos entender nem a nossa...mas esse blog busca refletir sobre a vida...sobre o viver na sua complexidade...mas conhecendo limitações...dificuldades... sabendo que a felicidade é a completude de momentos variados...quer para uns bons e para outros até ruim...mas é a VIDA". Por Fabrício Rufino

Enchente em São Lourenço do Sul /RS



No dia 10 de Março de 2011 mais uma cidade brasileira encontra-se devastada por mais uma enchente, algo "quase que normal" em centros urbanos do Brasil. A grande concentração pluviométrica (180mm) em um curto espaço de tempo (6hs) proporcionou imagens tristes na cidade.

Mais uma vez ficou evidenciado a falta de infraestrutura, como também a falta de responsabildiade, de uma parcela da sociedade, frente ao meio natural. A poluição atmosféria, de solos e, principalmente a quantidade de lixo, são as causas de enchentes que já estamos acostumados a ver, tanto no Brasil, como no mundo.

O mapa abaixo mostra a área afetada pela enchente:



O momento é de solidariedade, mas acima de tudo, de reflexão do modo como estamos a sobreviver no Planeta Terra.

"Antes de sobreviver, eu quero é viver"

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

SÉRIE PRODUÇÃO ACADÊMICA

EDUCAÇÃO CRÍTICA/EMANCIPATÓRIA: INTERLOCUÇÕES DOS PENSARES DE LOUREIRO E PAULO FREIRE

GOMES, Róger Walteman*
ROSSI, Francine de Bem**

INTRODUÇÃO

Este trabalho é uma interlocução de saberes que discutem a questão da Educação Ambiental e sua inserção como área de pesquisa bem como no cotidiano escolar em busca de uma formação crítica para o sujeito. Para tanto, a importância desta área de conhecimento evidencia-se pelo fato que, atualmente, a sociedade passa por inúmeros problemas e impactos ambientais. A natureza parece, cada vez mais, uma inimiga do homem pelos seus inúmeros desequilíbrios que causam a morte de milhares de pessoas. Entretanto, muitos destes desastres têm sua causa associada ao homem e, indiretamente a cultura antropocêntrica que localiza este no centro de todas as questões planetárias. Sendo assim, a natureza, bem como sua conservação é esquecida em detrimento de um consumo exagerado e do lucro buscado pelo capitalismo. Diante disso, é o sujeito cidadão que deve e pode mudar, através de práticas locais e globais, a situação do meio ambiente mundial, em busca de uma economia sustentável.

OBJETIVOS

O objetivo das reflexões realizadas no presente trabalho é, em primeiro lugar, inserir a educação Ambiental como área de conhecimento imprescindível na formação do sujeito, desde a escola. Para tanto, esta temática não serve apenas como tema transversal na educação básica, mas deve ir muito além, mostrando aos sujeitos a amplitude da devastação antropológica da natureza e que para mudar esta situação de caos no meio ambiente, é necessário redimensionar práticas pedagógicas que exijam apenas conscientização. O que se torna necessário são práticas educativas que, além da conscientização, rumem para uma mudança nas ações destes sujeitos. Sendo assim, como segundo objetivo, encontra-se, além da inserção da Educação Ambiental como área de conhecimento com força e solidez nos campos de ensino, é um repensar em como estes conhecimentos estão sendo trabalhados nas escolas, visando ir muito além de somente uma conscientização dos alunos e de mudanças culturais individuais.

METODOLOGIA

Então, para o alcance dos objetivos traçados pelo estudo, buscou-se na pesquisa bibliográfica subsídios e indicativos que colaborem para o mudança que se espera nas práticas educativas em direção a reorganização das ações em relação a Educação Ambiental como área de conhecimento. Sendo assim, a interlocução bibliográfica realizada é entre os escritos de Paulo Freire (1996), concepções de Educação Ambiental Crítica e Emancipatória, através dos estudos de Loureiro (ano) e crise do paradigma cartesiano, segundo a perspectiva de Santos (2004). Logo, as reflexões realizadas a partir das bibliografias desenvolveram-se no decorrer do ano de 2010, a partir dos estudos da disciplina de Ciência e Tecnologia no Curso de Pós Graduação em Mestrado em Educação Ambiental da Universidade Federal de Rio Grande.

RESULTADOS

Diante da interlocução das referências bibliográficas, fica claro, segundo de Loureiro (2004) que a Educação Ambiental tem que inserir-se na sociedade e nas escolas, como área de conhecimento, de forma diferente. Assim, não basta apenas trabalhos de conscientização em relação às ações individuais do sujeito, mas sim, ações globais e locais, unindo grupo de pessoas que possam interferir nas questões que desestabilizam a natureza. É neste sentido que Loureiro alerta para a questão de que apenas conscientizações individuas, apenas pratica cotidiana residenciais não terão grande alcance frente a degradação ambiental. Ainda com os estudos de Freire (1996) é possível pensar que ir além de uma conscientização é estar em busca de um sujeito crítico e com olhos abertos as verdadeiras leituras da sociedade capitalista. Para tanto, práticas pedagógicas engajadas com a educação ambiental ultrapassam a visão bancária e informativa da educação, na busca de sujeitos que mudem efetivamente suas ações.

CONCLUSÕES

Diante dos resultados alcançados através da pesquisa bibliográfica, torna-se imprescindível o redimensionamento das práticas pedagógicas escolares. Claro que é possível pensar em uma mudança nos diferentes níveis de ensino, mas focando-se na educação escolar, as ações voltam-se para a formação do sujeito desde o seu início. Neste sentido, para transformar as ações pedagógicas em relação Educação Ambiental como área de conhecimento é necessário formação de professores.. Desta forma, os professores necessitam de formação para isso, pois em suas áreas específicas de conhecimento não aborda tal temática. Sob esta óptica, um professor bem formado terá mais condições de superar ações educativas que só baseiam-se na mera conscientização de ações individuais para o meio ambiente. Definitivamente não é isso necessário, diante de tantos desastres ambientais, na qual a natureza mostra indícios de sua doença e de que o homem precisa rever sua forma como se relaciona com ela.

* Autor – Orientador: Licenciado em Geografia/UFSM. Acadêmico de Especialização em Educação Ambiental/UFSM. Acadêmico de Mestrado em Educação Ambiental/UFSM.

** Co-autor - Pedagoga/UFSM. Especialista em Gestão Educacional/UFSM. Acadêmica de Letras-Português/UNIFRA.

TRABALHO APRESENTADO NA 25º JORNADA ACADÊMICA INTEGRADA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA

Fenomeno La niña no território brasileiro.

Ao passo que começa o ano de 2011, os sistemas de comunicação tem declarado que este ano teremos a presença do Fenomeno Climático da La Niña. Mas o que irá acarretar a presença do mesmo?
O fenomeno da La Niña é marcado pelo esfriamento anormal das águas do Oceano Paífico, na qual modifica a circulação atmosférica, consequentemente, a distribuição das chuvas no Brasil, bem como no mundo, como pode ser observado na imagem.



Ao analisar a imagem percebe-se concentrações de chuvas em algumas regiões, como também estiagens em outras localidades... Isto se deve a modificação da circulação atmosférica.

Seus efeitos sobre o Brasil divergem daqueles causados pelo El Niño: na região norte ocorrem chuvas mais abundantes e aumento da vazão dos rios. O mesmo ocorre no nordeste, enquanto que na região sul ocorrem secas prolongadas; nas regiões centro-oeste e sudeste os efeitos são pouco previsíveis podendo variar de ocorrência para ocorrência. (In: InfoEscola)

sábado, 17 de julho de 2010

SERIE CONFLITOS MUNDIAIS

GUERRA DO IRAQUE 2003

A Guerra contra o terrorismo ou a Guerra dos interesses petroliferos?


Após os atentados de 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos entraram em alerta contra seus possíveis inimigos. Empreenderam uma guerra contra os afegãos derrubando o governo talebã, mas não conseguiram capturar o terrorista Osama Bin Laden. Paralelamente, o presidente George W. Bush criou a Lei Antiterrorismo, pela qual o Estado teria o direito de prender estrangeiros sem acusação prévia e violar determinadas liberdades individuais.

OCUPAÇÃO NO IRAQUE!



Nesse mesmo período, o governo norte-americano conseguiu a liberação de fundos do orçamento para o investimento em armas, no valor de 370 bilhões de dólares. Com o passar do tempo, o fracasso na captura de Bin Laden direcionou atenção do governo norte-americano contra outros possíveis inimigos dos EUA. O chamado “eixo do mal” teria como alvos principais alguns países como Irã, Coréia do Norte e Iraque. Este último, comandado por Saddam Hussein, foi o primeiro a ser investigado pelos EUA.

No ano de 2002, o presidente George W. Bush iniciou uma forte campanha contra as ações militares do governo iraquiano. Em diversas ocasiões, denunciou a presença de armas de destruição em massa que poderiam colocar em risco os Estados Unidos e seus demais aliados. Após denunciar a produção de armas químicas e biológicas no Iraque, os EUA conseguiram que uma delegação de inspetores das Nações Unidas investigasse o estoque de armamentos controlados por Saddam Hussein.

SERÁ QUE FOI CONTRA TERRORISMO? ABAIXO AS RESERVAS MUNDIAIS DE PETROLEO:



Em fevereiro de 2003, os delgados da ONU chegaram à conclusão que não havia nenhum tipo de arma de destruição em massa no Iraque. Contudo, contrariando a declaração do Conselho de Segurança da ONU, o presidente George W. Bush formou uma coalizão militar contra os iraquianos. No dia 20 de março de 2003, contando com o apoio de tropas britânicas, italianas, espanholas e australianas, os EUA deram início à guerra do Iraque com um intenso bombardeio.

Em pouco tempo, a força de coalizão conseguiu derrubar o governo de Saddam Hussein e instituir um governo de natureza provisória. Em dezembro de 2003, o governo estadunidense declarou sua vitória contra as ameaçadoras forças iraquianas com a captura do ditador Saddam Hussein. A vitória, apesar de “redimir” as frustradas tentativas de se encontrar Bin Laden, estabeleceu um grande incômodo político na medida em que os EUA não encontraram as tais armas químicas e biológicas.

Passados alguns meses, a população iraquiana foi levada às urnas para que escolhessem figuras políticas incumbidas de criar uma nova constituição para o país. Passadas as apurações uma nova carta foi criada para o país e o curdo Jalal Talabani foi escolhido como presidente do país. Em um primeiro momento, tais episódios indicariam o restabelecimento da soberania política do país e o fim do processo de ocupação das tropas norte-americanas.

No entanto, o cenário político iraquiano esteve longe de uma estabilização. Os grupos políticos internos, sobretudo dominados por facções xiitas e sunitas, se enfrentam em vários conflitos civis. Ao longo desses anos de ocupação, os Estados Unidos vem empreendendo uma batalha que não parece ter fim, pois as ações terroristas contra suas tropas continuam ocorrendo. Em 2008, com o fim da era George W. Bush existe uma grande expectativa sobre o fim da presença militar dos EUA no Iraque.



SUGESTÃO DE FILME

1 - OPERAÇÃO IRAQUE LIVRE

Sinopse: Gulliver e Treacle são dois garotos comuns de 18 anos que estão em serviço pelo Exército Britânico no Iraque. Seu pelotão está tentando a todo custo estabelecer a paz, mas na noite em que o capitão Godber é morto durante sua patrulha, a moral do pelotão é destruída e, seguindo ordens, eles acabam praticando atos brutais. De volta à Inglaterra, os eventos no Iraque voltam a assombrá-los quando a ex-namorada de Gulliver entrega as fotos da fatídica noite para a polícia. A história chega aos jornais e Gulliver e Treacle, agora os homens mais odiados do país, são levados ao tribunal. O exército alega que eles agiram sozinhos. Agora, eles precisam decidir se mantêm seus segredos e sua lealdade ao exército ou se expõem toda a verdade sobre a fatídica noite.

2 - RAZÕES PARA GUERRA

Razões Para a Guerra proporciona uma visão reveladora sobre como a América tem se preparado para a batalha e o que os obriga tão frequentemente a travar guerras ao redor do mundo. Produzido em meio à segunda guerra do Iraque, Razões Para a Guerra do cineasta de documentário Eugene Jarecki é uma agressiva análise das forças que alimentam a máquina militar norte-americana por mais de meio século e suas consequências globais. O filme começa com o discurso de despedida do presidente Dwight D. Eisenhower em 1961, no qual ele alertou os norte-americanos quanto ao crescimento do poder do "complexo industrial militar." Expandindo a partir da advertência de Eisenhower, Jarecki conta ainda com entrevistas de soldados norte-americanos, oficiais do governo, informantes militares, empregados da área de Defesa, congressistas, acadêmicos, iraquianos e muitos outros que fornecem análises pessoais, políticas e econômicas sobre os últimos 50 anos da expansão militar dos Estados Unidos, guerras e intervenções. O que surge é um retrato esclarecedor e arrepiante de como os interesses políticos, corporativos e militares se tornaram progressivamente ligados através do negócio que é uma guerra.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

SÉRIE CONFLITOS MUNDIAIS

CONFLITO NA IRLANDA DO NORTE



CONFLITO NA IRLANDA DO NORTE

Rivalidades entre católicos e protestantes na Irlanda do Norte remontam ao século 17. É uma história de confrontos que opõe, de um lado, a maioria dos irlandeses - protestantes, unionistas, identificados com os interesses do domínio britânico - e, de outro, a minoria - católicos, nacionalistas, que atrelam sua identidade nacional à resistência religiosa, lutando pelo fim da dominação inglesa sobre o Ulster e a posterior unificação com a vizinha República da Irlanda.

No século 19, a Irlanda foi integrada ao Reino Unido da Grã-Bretanha por meio da assinatura do Union Act. No início do século 20, surge o movimento nacionalista que luta pelo fim do domínio britânico sobre a ilha. Esse movimento de resistência levará ao surgimento do Estado Livre da Irlanda ou Eire, em 1922. Mas a Irlanda do Norte ou Ulster continuará fazendo parte do Reino Unido.

Foi a partir do final dos anos 60 que as hostilidades se agravaram. Em 1969, o governo britânico ocupou militarmente o Ulster e, em seguida, dissolveu o Parlamento de Belfast, assumindo as funções políticas e administrativas. Em 1972, mais de uma dezena de jovens irlandeses católicos foram mortos no Domingo Sangrento. Em 30 anos de conflito, cerca de 3.600 pessoas morreram na Irlanda.



A seguir, uma sucessão de atentados terroristas praticados pelo IRA indicavam a radicalização do conflito. Protestantes da Força Voluntária do Ulster, grupo paramilitar unionista, responderam com a mesma violência ao radicalismo católico.

Só em 1991, por iniciativa de ingleses e norte-americanos, iniciou-se uma rodada de negociações com a participação dos partidos do Ulster e do governo de Londres. Como o Sinn Fein - braço político do IRA - foi excluído das conversações, o diálogo fracassou.

Finalmente, em 1998, Tony Blair (premiê inglês), Gerry Adams (Sinn Fein) e David Trimble (unionista), com a participação do ex-presidente norte-americano Bill Clinton, assinaram o Acordo do Ulster, que concedia mais autonomia ao país.


INDICAÇÃO PARA FILME

Sinopse
O dia é 30 de janeiro de 1972. Na cidade de Derry, na Irlanda do Norte, os cidadãos saem em passeata pelos direitos humanos. Sem motivo aparente, soldados britânicos atiram e matam 13 pessoas desarmadas e, a princípio, sem qualquer conexão com o IRA, o grupo que luta pela libertação da Irlanda do Norte. Esse episódio é conhecido como Domingo Sangrento e marca o começo do conflito que transformou-se em guerra civil, com muitos atos de violência e terrorismo. O filme acompanha, em estilo seco e realista, a vida de quatro homens envolvidos em ambos os lados do conflito.

domingo, 20 de junho de 2010

O INVERNO CHEGOU

As 8:30 minutos o hemisfério sul estará entrando na estação do inverno, consequentemente o hemisfério norte entrando na estação do verão. Neste contexto, destaca-se a situação de solsticío de inverno no hemisfério sul, momento em que o hemisfério está com menor quantidade de radiação solar, ou seja, momento em que o sol incide perpendicularmente ao Trópico de Câncer.



É nesta época do ano que temos a ocorrÊncia do Fenômeno da Friagem, ou seja, momento quando a maasa de ar polar atlântica vem com grande força, bem como consegue alcançar o sudeste do estado do Amazonas, proporcionando quedas de temperaturas na região.



É também nesta época do ano que a ocorrência do Vento Minuano nos estados sulinos, principalmente Rio Grande do Sul, modifica a paisagem e o cotidiano. É um vento frio de origem polar (massa de ar polar atlântica), de orientação sudoeste, algumas vezes também classificado como cortante. Ocorre após a passagem das frentes frias de outono e inverno, geralmente depois das chuvas.



Abraço a todos e um ótimo inverno a todos gaúchos e gaúchas...